A perda de audição mais comum é a presbiacusia, estando associada ao processo de envelhecimento. Traduz-se numa perda de audição progressiva associada a dificuldades de perceção das palavras. Começa a manifestar-se muito cedo, entre os 20 e os 30 anos, mas só depois dos 45 anos é que pode ser prejudicial, ao nível da sociabilidade, pois a compreensão das palavras torna-se bastante difícil. Leva muitas vezes a que a pessoa se sinta diminuída e reduza as situações de interação com os outros, sendo uma das principais causas da solidão em idades mais avançadas.
Esta perda auditiva manifesta-se principalmente nos agudos, o que origina que a pessoa ouça, mas não compreenda. Começa a ter problemas com as consoantes e mais tarde com as vogais. Não ouve os sons mais fracos, mas também não suporta os sons fortes. A perda auditiva muitas das vezes é acompanhada por zumbidos, o que provoca um enorme desconforto, principalmente à noite, em que o ambiente se torna mais silencioso.
A perda auditiva antes da terceira idade é um problema que não devemos descurar, pensando que só acontece aos outros. Devido ao desgaste provocado pelo envelhecimento, a perda auditiva afeta cerca de 10% da população, acabando por ser mais comum em pessoas idosas, mas é também cada vez mais frequente entre os jovens. A perda auditiva precoce atinge principalmente pessoas que sofrem uma exposição contínua a ruídos intensos, como por exemplo metalúrgicos, carpinteiros, gráficos, serralheiros, pedreiros, Dj’s, entre outros.
A maior parte das perdas auditivas tipificam-se em duas categorias: de transmissão (condução) ou neurosensorial (sensório-neural).
A de transmissão ou condutiva acontece quando os sons não conseguem ser transmitidas através do ouvido externo ou médio para o ouvido interno. Pode acontecer por várias razões, nomeadamente, canal auditivo bloqueado, tímpano perfurado. Dependendo da patologia ou problema que se encontra no ouvido poderá ser necessário recorrer a um médico otorrino. Caso não tenha tratamento, uma das soluções será a utilização de um aparelho auditivo para colmatar o défice auditivo que existe.
A do tipo neurosensorial ou sensorio-neural ocorre quer no ouvido interno quer no nervo auditivo, ou seja, o som chega ao ouvido interno, mas não consegue ser transmitido ao cérebro devidamente, podendo ter a ver com uma lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Esta perda auditiva é a mais comum principalmente porque é a perda auditiva relacionada com o processo de envelhecimento, estima-se que 90% das perdas auditivas sejam deste tipo.